domingo, 13 de novembro de 2011

                                                POMBO COMUM






Reino:
Animalia

Filo:
Chordata

Classe:
Aves

Ordem:
Columbiformes

Família:
Columbidae

Género:
Columba

Espécie:
C. livia


O pombo-comum, também conhecido como pombo-doméstico ou pombo-das-rochas (Columba livia), é uma ave columbiforme bastante frequente em áreas urbanas.
A plumagem é normalmente em tons de cinzento, mais claro nas asas que no peito e cabeça, com cauda riscada de negro e pescoço esverdeado. Caracterizam-se, em geral, pelos reflexos metálicos na plumagem, cabeça e pés pequenos, bicos com ceroma ou elevação na base e a ponta deste em forma de gancho. O bico costuma ser negro, curto e fino, com 3,8 cm de comprimento médio. Verifica-se grande variação no padrão de cores desse animal, havendo exemplares brancos, marrons, manchados e acinzentados.
Esta espécie é originária da Eurásia e África e foi introduzida no Brasil no início da colonização portuguesa. Foi criado por asiáticos desde a antiguidade mais remota - há imagens que o representam, na Mesopotâmia, datadas de 4.500 a.C.
Um grande problema quanto ao pombo é que não há nenhum predador nas grandes cidades para este animal e sua reprodução é rápida, o que gera uma população cada vez crescente, um grave problema ambiental ao homem. É um dos animais sinantrópicos urbanos.

Raças
A columbofilia, atividade voltada para a criação de raças ornamentais, obteve dezenas de raças de aparência variada por seleção e cruzamentos, gerando formas como o pombo-papo-de-vento e o pombo-rabo-de-leque. O pombo-correio, usado como mensageiro e capaz de voar mais de 500 km por dia à velocidade média de 50 km/h. é um dos numerosos descendentes do pombo-doméstico.

Hábitos
Alimenta-se de sementes, grãos e frutas e, nas cidades, do que estiver disponível nas ruas, incluindo resíduos.
Os casais são muitas vezes constantes; o macho faz reverências à fêmea e ambos se acariciam na cabeça com frequentes arrulhos. Antes do coito, alimentam-se mutuamente com uma massa regurgitada. O pombo-comum faz o seu ninho numa plataforma de ramos, numa árvore ou em qualquer plataforma que esteja livre de frio e chuva, onde põe dois ovos brancos, que são incubados, tanto pelo macho como pela fêmea, eclodindo em 14 a 19 dias. Os filhotes abandonam os ninhos com 15 dias e os pais os alimentam nesse período com "leite de papo", massa rica em proteínas e gorduras que se desenvolve em ambos os sexos durante a procriação.

Saúde pública
Vítimas habituais de viroses e outras moléstias, como a ornitose e a doença de Newcastle, os pombos são hospedeiros de parasitas em sua plumagem. Entre eles se distingue a mosca-do-pombo (Pseudolynchia canariensis) transmissora do hematozoário Hemoproteus columbae, parasito que não prejudica o hospedeiro.
É considerado um grave problema ambiental, pois compete por alimento com as espécies nativas, danifica monumentos com suas fezes e pode transmitir doenças ao homem. Até recentemente 57 doenças eram catalogadas como transmitidas pelos pombos, tais como: histoplasmose, salmonella, criptococose. Mas atualmente vê-se como exagero esta atribuição de vetor de doenças: como exemplo, o Departamento de Saúde de Nova Iorque não tem nenhum registro de caso de doença transmitida por pombos a seres humanos.[1] Há um mito comum entre as pessoas não especializadas e até mesmo entre alguns profissionais da saúde de que eles podem transmitir toxoplasmose, mas a única maneira disso ocorrer seria através de uma hipótese remotíssima: se uma pessoa comesse a carne crua de uma ave que estivesse infectada com o Toxoplasma gondii. Portanto, o pombo não transmite toxoplasmose para seres humanos, somente para os animais que eventualmente se alimentem de aves cruas.
Até recentemente, havia uma certa benevolência com os pombos em áreas urbanas, sendo comum encontrarem-se em pontos turísticos em todo o mundo (como a Trafalgar Square em Londres, ou a Cinelândia carioca), com a presença de vendedores ambulantes licenciados de milho, atirado aos pombos. Atualmente, tais atitudes são desencorajadas e existe uma repugnância crescente à presença dos pombos, tidos como "ratos de asas", em áreas urbanas. Encontra-se na lista de espécies exóticas invasoras do Brasil. Inclusive, em alguns lugares no Sul do Brasil, existem campanhas para diminuir a população de pombas, por várias causas.


Ainda não há políticas públicas do controle da população de pombos nem medidas preventivas distribuídas a população para evitar o contágio das doenças transmitidas por este animal então o ideal é que cada indivíduo tome consciência de que o contato, e a alimentação deste animal leva a proliferação deste problema urbano.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

                                                               COTOVIA






Reino:
Animalia

Filo:
Chordata

Classe:
Aves

Ordem:
Passeri

Família:
Alaudidae



Alaudidae (cotovia) é um nome genérico dado a várias aves passariformes que constituem a família Alaudidae. São aves essencialmente do Velho Mundo, com exceção de uma única espécie, a Eremophila alpestris que também habita a América do Norte. Por vezes, o nome cotovia é usado para aludir exclusivamente à cotovia-comum.
A maioria reside na parte mais ocidental da sua área de distribuição. As cotovias que vivem na parte mais oriental têm movimentos migratórios mais acentuados em direcção ao sul, durante o inverno. As aves que vivem na área médio-ocidental da área referida movem-se também na direção de terras baixas e zonas costeiras durante a época fria. Habitam preferencialmente espaços abertos, cultivados ou baldios.
São conhecidas pelo seu canto característico. O seu vôo é ondulante, caracterizado por descidas rápidas e ascensões lentas alternadas. Os machos elevam-se até os 100 metros ou mais, até parecer apenas um ponto no céu onde descreve círculos e continua a cantar.
É difícil de distinguir no chão devido ao seu dorso acastanhado com estrias escuras. O seu ventre é pálido, com manchas alvacentas.
Alimenta-se de sementes. Na época do acasalamento acrescenta ao seu regime alimentar alguns insetos.

domingo, 6 de novembro de 2011

                           TRIGUEIRÃO







Reino:
Animalia

Filo:
Chordata

Classe:
Aves

Ordem:
Passeriformes

Família:
Fringillidae

Género:
Emberiza

Espécie:
E. calandra




Pertencente à família Emberizidae, o Trigueirão é uma ave residente e nidificante em Portugal, bastante comum nas região interior a norte do Mondego e em todo território a sul do mesmo rio, rara no litoral a norte do Mondego, e particularmente abundante no interior da região alentejana. Frequenta zonas abertas com arvoredo disperso e, em particular, terrenos utilizados no cultivo de cereais, ainda que em pousio. Ave essencialmente granívora, alimenta-se, por via de regra, de sementes de cereais e outras, mas, especialmente durante a época de nidificação, também tem sido observada a capturar pequenos invertebrados.
Constrói os ninhos no solo, em pequenas depressões, a partir do mês de Abril, podendo criar duas ninhadas por ano, variando cada postura entre os 4 e os 6 ovos. O período de incubação vai de 12 a 14 dias e as crias permanecem no ninho entre 9 e 13 dias.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

                     ABETARDA-COMUM







Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Gruiformes
Família: Otididae
Género: Otis
Espécie: O. tarda

Distribuição
As abetardas-comuns praticamente já só podem ser observadas em liberdade na Europa, nomeadamente na Península Ibérica e em países de Leste como a Rússia, a Hungria e a Turquia, no Norte e Centro de África, e em lugares tão distantes como a Índia ou a Austrália.
O seu desaparecimento no resto da Europa foi causado pelo facto de, por um lado, terem diminuído as áreas de produção cerealífera, mas também por se terem alterado as técnicas usadas, para maior produção das áreas semeadas.
Em Portugal, estas aves podem ser observadas principalmente no Alentejo, embora não seja fácil, dado o baixo número de animais existentes, e não obstante quando se encontram estejam em bandos.

Alimentação
Quando nascem, as abetardas começam por ser principalmente insectívoras e com o crescimento adoptam uma alimentação essencialmente herbívora, consistindo principalmente de sementes, grãos e frutos. Podem, ainda que ocasionalmente, comer pequenos lagartos ou roedores de pequena dimensão.

Estado de conservação
As abetardas encontram-se de um modo geral, no que diz respeito à conservação, em Estado Vulnerável (VU), devido às alterações agrícolas europeias, mas também pela caça furtiva e pelos cabos de alta tensão que muitas vezes são um fim trágico para estas lentas e pouco ágeis aves. A espécie entrou em declínio em meados do século XIX, e os seus números ainda não pararam de cair.
Em termos mundiais, as estimativas apontam para que neste momento existam em todo o mundo menos de 40.000 destas aves sendo que destas cerca de metade estão na Península Ibérica. Em Portugal, podem ser observadas pouco mais de um milhar.

Reprodução
As abetardas põem em média entre 2 e 4 ovos, e o período de incubação são cerca de 24 dias.

Tamanho
Um macho de abetarda adulto pode medir cerca de 90 centímetros, ter uma envergadura de asa de 2,6 metros e pesar até 16 quilogramas, o que faz das abetardas as aves mais pesadas da Europa. As fêmeas são significativamente menores que os machos e bastante mais leves, pesando cerca de um quarto do peso dos machos.

Longevidade
Estima-se que os animais desta espécie possam viver cerca de 11 anos

terça-feira, 11 de outubro de 2011


                                  LUGRE





Reino:
Animalia

Filo:
Chordata

Classe:
Aves

Ordem:
Passeriformes

Subordem:
Passeri

Família:
Fringillidae

Género:
Carduelis

Espécie:
C. spinus


Características: O Macho tem um género do “boina preta” e quando adulto pode ter um pequena “gravata “ também preta por debaixo do bico, a coloração amarela é mais intensa do que as fêmeas, as suas cores verdes e amarelas variam de indivíduo para indivíduo, as fêmeas são menos coloridas e não possuem preto na parte superior da cabeça.

Comprimento: O seu porte anda entre os 11,5 a 12,5 cm. Os Lugres são muito dóceis, fáceis de domesticar, em poucos meses de adaptação chegam a comer da mão do dono.

Habitat: O Lugre é comum nestes países: Europa, África Setentrional e Ásia. Esta ave silvestre pode ser vista a vaguear em: jardins, bosques, matas, charnecas das aldeias e cidades.


Alimentação: Na natureza alimenta-se de um número grande de sementes, os pulgões das roseiras, hortaliças e arvores de fruto, a sua dieta vai variando com a época do ano, Primavera, Verão, Outono, e no Inverno para poder sobreviver migrar para outros países mais quentes.

Criação: Está ocorre durante os meses de Abril-Maio.
O Lugre quando está bem de saúde é um bom cantor, tem cantos diferentes, para os mais atentos devem ouvir como é diferente o seu canto na altura da corte e copula com a fêmea é uma coisa quase aflitiva.
O seu ninho é feiro de: musgo, penas, pelos de animais, em forma de taça num ponto alto de uma conífera, cedro, ou árvore de fruto, a incubação ou choco leva aproximadamente, 11-14 dias as suas posturas variam 4- 5, a sua coloração é azul-claros, com manchas avermelhadas, esta ocorre no período da sua nidificação.

domingo, 9 de outubro de 2011

               BICO-DE-LACRE-COMUM






Domínio:
Eukariota

Reino:
Animalia

Subreino:
Metazoa

Filo:
Chordata

Subfilo:
Vertebrata

Infrafilo:
Gnathostomata

Superclasse:
Tetrapoda

Classe:
Aves

Subclasse:
Neognathae

Ordem:
Passeriformes

Subordem:
Passeri

Família:
Passeridae

Subfamília:
Estrildinae

Tribo:
Estrildini

Género:
Estrilda

Espécie:
E. astrild


O bico-de-lacre-comum (Estrilda astrild), também conhecido como bico-de-lacre-de-santa-helena, é uma pequena ave, pertencente à subfamília Estrildinae. É nativo da África subsaariana, mas tem uma extensão de ocupação estimada de 10.000.000 km².

Introdução em Portugal
Esta espécie foi introduzida em Portugal, na década de 1970, e já existe actualmente em grande quantidade. É uma espécie popular e é fácil de manter em cativeiro.
Características

Morfofisiologia
É um pássaro pequeno, cerca de 11 a 13 centímetros de comprimento e 12 a 14 centímetros de envergadura. Tem um peso de 7 a 10 gramas. Apresenta uma cor acastanhada mais escura no dorso e é mais acinzentado na região do peito. Tem o bico vermelho-vivo e uma risca vermelha à volta dos olhos. Também têm uma linha avermelhada no peito. Os machos e fêmeas são idênticos, mas os machos têm uma cor mais vermelha no peito, diferenciando-se pela cor preta na base inferior da cauda, ao contrário da fêmea que mantém o acastanhado.

Comportamento
São pássaros que gostam de viver em comunidade e não se importam de viver com pássaros de outras espécies, se forem do mesmo porte e não forem muito turbulentos. Podem ser encontrados em bandos grandes contendo dezenas, às vezes centenas de pássaros. Esta espécie é calma e colonial, e adapta-se com facilidade junto das habitações humanas.


Alimentação
Estes pássaros são granívoros, portanto a dieta deles baseia-se em sementes. A alimentação deles deve ser de variados tipos de sementes, embora deva haver maior abundância de painço. Embora não apreciem muito insectos, também podem comer alguns ocasionalmente, especialmente na reprodução, quando precisam de mais proteínas.

Reprodução
O casal constrói o ninho, oval ou esférico, geralmente com corda, mas também com penas e algodões. A postura normal é de 3 a 5 ovos durante o ano, excluindo os meses mais frios. Os ovos são incubados em 11 a 13 dias, por ambos os sexos do casal. Têm um desenvolvimento um pouco lento quando comparados com outros pássaros. Permanecem no ninho cerca de 21 dias, e só 3 semanas depois já conseguem comer sozinhas. Os jovens têm uma plumagem incompleta e o bico vermelho.


Distribuição, conservação e habitat
O habitat desta espécies de pássaros é variado, podendo ir de paisagens abertas, campos, até áreas urbanas. Em Portugal esta espécie teve um grande sucesso na sua introdução, por ser uma espécie bastante adaptável. Já existem bastantes em Portugal e continuam em expansão, mais para norte do que para sul. Não é uma espécie em perigo de extinção, também pelo facto de ser uma espécie introduzida. Nos estudos feitos até agora, não mostram sinais de competição pela alimentação, com outras espécies de pássaros nativas. Podem causar problemas em plantações de arroz.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

                                 PERDIZ






Reino:
Animalia

Filo:
Chordata

Classe:
Aves

Ordem:
Galliformes

Família:
Phasianidae

Género:
Alectoris

Espécie:
A. rufa


A perdiz é uma das espécies cinegéticas preferidas dos caçadores portugueses e bastante abundante no nordeste transmontano. Para além da Península Ibérica, apenas se encontra presente em França, Norte de Itália e parte da Grã-Bretanha, onde foi introduzida. Costuma andar em pequenos bandos, com um máximo de 15 indivíduos. Voa rente ao solo, depois de uma pequena corrida para tomar balanço. É uma excelente andarilha e tem um tamanho tamanho entre 35 e 40 cm. Apresenta os flancos caracteristicamente estriados de castanho e branco, com uma linha preta contornando o branco das faces e descendo até ao peito, onde forma um colar negro e de onde partem estrias da mesma cor que salpicam o cinzento do peito. As costas e a parte superior da cabeça são num quente tom de castanho, o bico e as patas vermelhas. O macho é maior e mais pesado do que a fêmea, apresentando uma cabeça mais volumosa.
É uma ave que prefere especialmente as zonas de culturas cerealíferas, mas também se pode encontrar na periferia das áreas incultas ou matos, por vezes também em vinhas. A sua alimentação é essencialmente insectívora no primeiro ano de vida, e evolui depois radicalmente por forma a englobar produtos de origem quase só vegetal.
O acasalamento destas aves ocorre geralmente entre Fevereiro e Março, podendo haver alterações conforme as condições atmosféricas; fazem o ninho geralmente no chão, junto a tufos de ervas, debaixo de ramos secos, junto a linhas de água. A postura é feita entre Abril e Maio, com um número de ovos (amarelados com manchas avermelhadas) entre 8 e 23 (em média 12); a incubação dura cerca de 23 dias, e por vezes em dois ninhos, um incubado pelo macho e outro pela fêmea.