sábado, 13 de agosto de 2011

              ABUTRE FAVEIRO ( GRIFO )






Reino:
Animalia

Filo:
Chordata

Classe:
Aves

Ordem:
Accipitriformes[1]
Falconiformes

Família:
Accipitridae

Género:
Gyps

Espécie:
G. fulvus
O abutre-fouveiro (Gyps fulvus), também conhecido pelo nome de grifo, é um abutre que ocorre nas montanhas do sul da Europa, do sudoeste asiático e da África. Tais abutres chegam a medir até 1 metro de comprimento e 2,7 metros de envergadura, e pesam de 6 a 12 kg.
Alimenta-se quase exclusivamente de carne morta, passando longo tempo a pairar alto no céu à procura de cadáveres, voando em círculos. Em voo tem uma silhueta típica, enormes asas, muito maiores que o corpo, cauda curta e arredondada, completamente aberta, e pescoço encolhido. É normalmente gregário e estabelece colónias de até 200 casais. Registaram-se casos raros de grifos atacarem presas vivas, especialmente animais jovens, fracos ou doentes.
A parte superior e inferior do corpo apresenta uma cor castanha clara, distinguindo-se as rémiges e a cauda pretas. O pescoço apresenta um colar espesso de penas claras na base, sendo depois coberto de pequenas penas brancas até à cabeça, com um aspecto lanoso. Tem patas cinzentas bastante débeis, pois não as usa para agarrar as presas como as águias.
Nidifica em saliências ou fendas de escarpas rochosas, construindo um ninho de gravetos e ervas. Em uma postura anual, entre Janeiro e Junho, põe um só ovo, branco, que eclode ao fim de 48 a 54 dias. A cria demora 110 a 115 dias até ter condições de realizar o primeiro voo. Os dois progenitores revezam-se a incubar o ovo e depois, a alimentar a cria. Ao contrário de outras aves, esta, se não receber a quantidade de alimento necessária, é incapaz de atrasar o seu crescimento, morrendo de inanição.
Na Península Ibérica o seu número tem vindo a crescer desde 1980, quando existiam apenas cerca de 1000 exemplares. No entanto, desde que as normas da UE proíbem o abandono de gado morto no campo, sobretudo a partir da crise das vacas loucas, o alimento para estes animais diminuiu, o que deu origem à diminuição da sua população no resto da Europa.
Em Portugal, o grifo distribui-se sobretudo pelas zonas fronteiriças. As principais colónias situam-se no Parque Natural do Douro Internacional, no Parque Natural do Tejo Internacional e nas Portas de Ródão, também existindo alguns espécimes na Serra de São Mamede mais a sul.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

                  ABELHARUCO-COMUM






Reino:
Animalia

Filo:
Chordata

Classe:
Aves

Ordem:
Coraciiformes

Família:
Meropidae

Género:
Merops

Espécie:
M. apiaster


O abelharuco-comum ou abelharuco-europeu (Merops apiaster) é uma ave da família Meropidae, migratória, com duas populações indistinguíveis em aspecto, mas diferenciadas pela distribuição geográfica. A primeira destas populações nidifica na Europa até ao Sul da Rússia e Norte de África, migrando para o Sul deste continente. A segunda população, exclusivamente africana, nidifica na região do Cabo, migrando para Norte até à África central.
O abelharuco-comum é uma ave de médio porte, com 25 a 30 cm de comprimento. É muito colorido, com plumagem de cores muito distintas: o dorso é castanho escuro na zona da cabeça, com gradação para amarelo para a área posterior e asas; a garganta é amarela, com uma bordadura fina de negro; o peito e zona ventral é azul claro; as asas são verdes com uma mancha central castanha-clara; tem uma máscara negra em torno dos olhos. Em África, distingue-se dos restantes abelharucos pelas costas castanhas.
Esta ave habita bosques e zonas de floresta temperada (na Europa) e savanas (em África). Tem hábitos gregários e pode ser encontrada em grupos de até 150 indivíduos. O abelharuco-comum alimenta-se de insectos, principalmente de abelhas, vespas, térmitas e gafanhotos, capturando-os em voo, frequentemente bastante alto.
A época de reprodução decorre entre Setembro e Dezembro, em ambas as populações, que convergem para o sul de África (na Europa, a reprodução ocorre em Maio e Junho). O ninho é construído num túnel, que pode atingir 2 metros de comprimento, escavado pelo casal no solo ou em bancos arenosos de rios. O túnel é forrado com folhas ou restos de insectos. A postura tem 2 a 6 ovos, incubados ao longo de cerca de 20 dias por macho e fêmea. Os juvenis são alimentados por ambos os progenitores durante cerca de um mês, no ninho, e permanecem mais ou menos dependentes por mais três semanas fora do ninho.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

                             PEGA AZUL






Reino:
Animalia

Filo:
Chordata

Classe:
Aves

Ordem:
Passeriformes

Família:
Corvidae

Género:
Cyanopica
Espécie:
C. cyanus


Características
• Comprimento: 34 a 35 cm
• Envergadura: 13 a 14 cm
• Peso: 65 a 76 g
• Longevidade:

Distribuição
Esta ave é nativa do sul da Península Ibérica (em Portugal e Espanha) e também da China, Coreia, Japão, norte da Mongólia e sul da Rússia.
Esta distribuição tão particular deve-se à fragmentação de uma população contínua que se estendia desde a Península Ibérica ao Extremo Oriente, há cerca de 1,2 milhões de anos. Esta divisão deveu-se às alterações climáticas provocadas pela última Idade do Gelo: a redução da temperatura foi tão acentuada que fez com que as populações desta espécie tivessem desaparecido da Europa de Leste e Médio Oriente, resistindo apenas as populações situadas nos extremos do continente euro-asiático. Aí encontraram refúgio, pois as temperaturas eram mais toleráveis.

Habitat
Na Península Ibérica, o seu habitat natural são as matas de azinheiras e sobreiros do centro e sul. São ainda vistas com frequência em olivais, pinhais, pomares e eucaliptais.

Reprodução
É durante os meses de Abril e Maio que a pega-azul inicia o seu período reprodutivo. Geralmente nidificam em colónias, podendo encontrar-se, por vezes, vários ninhos na mesma árvore. A postura é de 5 a 7 ovos que são incubados durante 15 dias exclusivamente pelas fêmeas, sendo estas, entretanto, alimentadas pelos machos.

Alimentação
A base da sua alimentação são os insectos, que no Outono são complementados com bagas e sementes.

Identificação
Extremamente fácil de detectar pelos bandos numerosos e barulhentos, vocalizando frequentemente
quando em voo ou em alimentação. São facilmente reconhecíveis pela cauda e asas azuladas, e pela
cabeça preta que contrasta com a tonalidade ocre do resto do corpo, e a garganta quase branca. A cauda é
comprida, o que proporciona a estas aves um voo algo lento, mas com capacidade de manobra notável,
podendo inverter a direcção com bastante facilidade.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

                                   PATO






Reino:
Animalia

Filo:
Chordata

Classe:
Aves

Ordem:
Anseriformes

Família:
Anatidae



O pato é uma ave que pertence a família Anatidae.
São aves geralmente menores que os anserídeos (gansos e cisnes) e podem ser encontrados tanto em água doce como salgada. Os patos alimentam-se de vegetação aquática, moluscos e pequenos invertebrados e algumas espécies são aves migradoras.
Pode-se identificar os machos principalmente pela coloração diferente mais vistosa (visto que a grande maioria das espécies de patos tem dimorfismo sexual), e também por diferenças comportamentais. Algumas espécies de patos (quer selvagens, quer domesticadas ou criadas em cativeiro) são utilizados pelo homem na alimentação, vestuário (as penas) e de entretenimento (caça).
O pato é um dos poucos animais da natureza que anda e nada com razoável competência. É dotado de perfeito senso de direção e comunidade.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011





Reino:
Animalia

Filo:
Chordata

Classe:
Aves

Ordem:
Columbiformes

Família:
Columbidae

Género:
Streptopelia

Espécie:
S. decaocto


A rola-turca ou rola-da-índia (Streptopelia decaocto) é uma das grandes colonizadoras do mundo das aves. A sua distribuição original restringia-se a regiões temperadas desde o sudeste da Europa até ao Japão. No entanto, no século XX, esta ave expandiu a sua distribuição ao longo da Europa. Chega a reproduzir-se em regiões como a Escandinávia e a norte do Círculo Polar Ártico. Terá chegado à península ibérica apenas em 1960 e a Portugal em 1974[1]. De então para cá tem vindo a expandir-se e a multiplicar-se muito rapidamente.
Comprimento 30-32 cm. Dorso castanho amarelado, cinzento rosado no ventre, liso. Colar preto com rebordo superior branco na metade traseira do pescoço. Asas com rémiges mais escuras. A face inferior da cauda, visível em voo, tem base preta e extremidade grande branca.
Encontra-se em cidades, jardins, no campo, em florestas. Tem um canto característico: tu-tuuu-tu repetido.
Faz o ninho numa plataforma de raminhos, em árvores. Faz até 5 posturas por ano, pondo 2 ovos que demoram 13 dias a eclodir. Os filhotes começam a comer sozinhos a partir das 3 semanas de vida.

quinta-feira, 28 de julho de 2011




Reino:
Animalia

Filo:
Chordata

Classe:
Aves

Ordem:
Piciformes

Família:
Picidae

O pica-pau é uma ave da ordem Piciformes, família Picidae, de tamanho pequeno a médio com penas coloridas e na maioria dos machos com uma crista vermelha. Vivem em bosques onde fazem seus ninhos abrindo uma cavidade nos troncos das árvores. Alimentam-se principalmente de larvas de insetos que estão dentro dos troncos de árvores, alargando a cavidade onde se encontram as larvas com seu poderoso bico e introduzindo sua língua longa e umedecida pelas glândulas salivares. Os ninhos são escavados em troncos de árvores o mais alto possível para proteção contra predadores. Os ovos, de 4 a 5,são chocados pela fêmea e também pelo macho durante até 20 dias, dependendo da espécie.

quarta-feira, 27 de julho de 2011





Reino:
Animalia

Filo:
Chordata

Classe:
Aves

Ordem:
Passeriformes

Família:
Turdidae

Género:
Turdus

Espécie:
T. philomelos

O tordo-comum (Turdus philomelos) é uma ave da família Turdidae.
Este tordo distribui-se pela maior parte da Europa. Em Portugal nidifica em pequenos números no norte do país, surgindo em grandes números por todo o território durante a estação fria.
O tordo tem uma forte capacidade de imitar o canto de outros pássaros e outros sons. Devido ao forte avanço das cidades, fica cada vez mais comum observar um tordo imitando um alarme de carro ou sons semelhantes.
Tordo é uma espécie muito abundante e de elevado interesse cinegético. Passa o Inverno em Portugal. Nas suas penas predomina o tom castanho, apresentando o peito com tons mais claros malhados de preto. Mede um pouco mais de 20 cm e tem o hábito característico de repetir a frase do canto três a quatro vezes. Nidifica entre Março e Junho, 4 a 6 ovos azul claros com manchas pretas, que são incubados pela fêmea durante 11/15 dias. O ninho é em forma de taça, numa árvore ou arbusto.